Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Recado de um colega de JBF!


Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Essa é boa mesmo!!!

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Mestre Vitalino em peleja virtual!!!

Mais uma Corda Virtual está aberta no site Interpoética, dos amigos Cida Pedrosa e Senor Ramos. Nesta edição, presta-se uma homenagem ao centenário de nascimento do mestre Vitalino.

O mote proposto e a primeira estrofe, são de minha autoria, a pedido dos editores do site. O que muito me honra. O site ainda traz um comentário da escritora Micheliny Verunschk, sobre o livro As filhas de Lilith, da poeta Cida Pedrosa. Folhas Soltas, coluna que traz textos de Ésio Rafael, e muito mais.

Para visitar o site e deixar sua participação na Corda Virtual, basta clicar na figura abaixo.




Peleja Virtual no jornal!

Foi publicada hoje, no Diário de Pernambuco, uma matéria [capa do Caderno Viver] sobre pelejas virtuais, em cordel, feitas através do MSN. A matéria é assinada pela jornalista Pollyanna Diniz e traz comentários de vários poetas da Unicordel, além da pesquisadora Maria Alice.
Vale conferir. Quem quiser pode CLICAR AQUI e saber mais lendo a matéria no site do DP.
Abaixo a capa do Caderno Viver do dia 28 de Junho de 2009.




Sábado, 20 de Junho de 2009

O homem gravador.

O Mestre Zé de Cazuza [de calça branca], Felizardo Moura, seu filho [ao lado de camisa listrada], Beatriz Castro, apresentadora do programa, e alguns vizinhos do sítio onde o poeta mora na Prata-PB


O Mestre das Artes da Paraíba, o gênio Zé de Cazuza, esteve recentemente em destaque na TV Globo [com sérias restrições] no programa Globo Repórter, que falava sobre a memória, destaque esse, merecido com honras, como O Homem Gravador.

Desde criança o mestre Zé de Cazuza vem decorando e repassando, os mais valorosos repentes, dos mais destacados poetas desta arte. Não é brincadeira, o cabra fazia o verso na hora, na base do improviso, e Zé decorava no mesmo instante. Uma dádiva por ele não desperdiçada.

A muito o mestre Zé já carrega esta alcunha, destacada agora no referido programa. Val Patriota, filho do não menos genial Louro do Pajeú, foi certa vez indagado; Val, qual a diferença entre Zé e um gravador, Val da sentença; O gravador grava tudo e Zé só grava o que presta, referindo-se as magníficas estrofes decoradas pelo mestre Zé.

José Nunes Filho, Zé de Cazuza, é hoje Mestre das Artes da Paraíba, título cedido pelo governo do estado, por seus serviços, incalculáveis, prestados a cultura do nosso país. O Mestre é capaz de passar horas a fio declamando os mais variados mestres do repente sem repetir uma estrofe ou esquecer qualquer detalhe da ocasião onde se deu o repente.

E não fica por ai. Zé além de decorar os versos dos outros, também cria e decora seus próprios versos, como estes que agora destaco;

O poeta quando canta
Faz o seu mundo encantado
Cresce mais do que a planta
Quando o solo está molhado
Anda por mundo invisível
Esquecer é impossível
Dos improvisos que faz
Sua existência é florida
Quanto mais canta na vida
Mais deseja cantar mais.

Este ano, o Mestre Zé de Cazuza, intera seus oitenta anos, de uma existência cheia de grandes feitos e de uma história repleta de sabedoria e ensinamentos. Ser contemporâneo deste gênio, ter convivido com ele desde minha tenra infância, me dá um orgulho da gota.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Novidades!!!

O site Interpoética está cheio de novidades. Poesias, contos, artigos. São vários links, colunas, participações. Tudo muito bem selecionado pela poeta Cida Pedrosa e pelo diagramador Sennor Ramos.

O site ainda traz o link, Navegue nesta idéia, com mais de cem poetas pernambucanos cadastrados, projeto aprovado e incentivado pelo Funcultura do estado de Pernambuco.

Alem de poemas dos cadastrados, o link conta com uma mine biografia de cada autor.
Vale conferir. É só clicar na imagem abaixo e passear!



Mestres da poesia!


Sebastião Dias Alves, poeta repentista de grande sensibilidade e versador dos grandes, nasceu em Ouro Branco-RN, mas está radicado na cidade de Tabira-PE, onde mora a décadas e construiu sua vida, sua família e calcou toda sua historia de grande cantador.

Também preocupado, e sempre ligado as questões sociais, lá se tornou vereador, acredito que já no terceiro mandato, onde realiza um trabalho de conscientização com a população mais carente de sua localidade, levando a cultura e o conhecimento.

É formado no curso de história da Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, onde teve como mestre, durante o curso, o professor José Rabelo de Vasconcelos, outro grande ícone da nossa cultura sertaneja.

Tião, com é chamado pelos mais próximos, e sabiamente chamado de “O Chico Buarque da viola”, por seu lirismo inteligente, já tem seu trabalho reconhecido nacionalmente, com poemas e musicas, gravados por grandes artistas como Fagner, Alcimar Monteiro, entre outros. Participou e ganhou vários festivais de repente em todo Brasil, gravou recentemente um documentário para Fundaj e viaja o país mostrando seu repente.

Para mostrar um pouco de sua verve poética e de seu engajamento nas causas sociais, vão ai dois improvisos, que ilustram muito bem, mas esta variante deste grande mestre repentista que é Sebastião Dias.

Já nas avenidas belas
Cada edifício é um nome
Num bonito apartamento
Um burguês que tudo come
Ocupa os vãos que um pedreiro
Construiu passando fome.

O cemitério é a casa
Dos nossos restos mortais
Ambição, ódio, vingança
Ficam da porta pra trás
Porque do portão pra frente
Todos nós somos iguais.
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Esse eu recomendo!!!


Terça-feira, 9 de Junho de 2009

É pra torá a tampa do katimbofá!!!


Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Informativo Unicordel!


Imperdível...

Arraial do Cordel reúne poesia popular com os ritmos juninos
Com patrocínio do Funcultura/Fundarpe e da Prefeitura do Recife, a União dos Cordelistas de PE (Unicordel) realiza a primeira edição do ARRAIAL DO CORDEL, evento que une a força da poesia popular ao encanto dos ritmos regionais do ciclo junino. A festa dos amantes da poesia popular será animada por recital de cordel e Cordelistas darão início à festa, que terá, dentre outras atrações, Allan Sales, Coco Camará e o grupo Fim de Feira. Durante o evento, será lançado o livro “No Visgo do Improviso”, da jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim.

Vai começar com cordel
E poesia em geral
mas depois entra o forró
animando o pessoal
e muita gente bonita
vestindo xadrez ou chita
Vai levantar a poeira
Dançando no “arraiá”
com o Coco Camará
E o grupo Fim de Feira.

Serviço:
Evento: I ARRAIAL DO CORDEL
Data: 13 de junho
Hora: a partir do meio-dia
Local: Mercado da Boa Vista (Recife)
Entrada: Gratuita
Realização: União dos Cordelistas de Pernambuco-Unicordel
Contatos:
- Email: unicordel@gmail.com.br
- Fone: 9258-7151 – 8896-5649


Últimos dias...

Unicordel e JC Online abrem inscrição para I Concurso de Cordel
Termina nesta sexta-feira, dia 12, as inscrições para o Concurso de Cordel que está sendo promovido pelo site JC ONLINE, em parceria com a Unicordel e a Pantera Cordelaria. Tendo como tema “São João do Nordeste, o melhor do Brasil”. Os trabalhos concorrentes devem ser enviados para o email saojoao@jc.com.br. Mias informações no site: http://www.jc.com.br/canal/sao-joao-2009/index.php.


Foi massa...

Projeto Cordel o Ano inteiro realiza Estação do Cordel no Metrô do Recife.
Na última sexta-feira, dia 05, os poetas da Unicordel realizaram mais um formidável recital dentro do projeto Cordel o Ano Inteiro, que tem patrocínio do Funcultura/Fundarpe/SEc. Educação/Gov de PE. O evento aconteceu na Estação Recife do metrô e ofereceu ao usuários desse sistema de transporte um encontro com a poesia popular nordestina.

Agenda Cultural:

Eventos do mês de JUNHO:

13/06/09- 12h - Arraial do Cordel. Festa junina promovida pela Unicordel e lançamento do livro No visgo do Improviso, de Maria Alice Amorim. Atrações: Unicordel, Allan Sales e Divino do Acordeon, Adiel Luna e Coco Camará, Grupo Fim de Feira. Local: Mercado da Boa Vista Recife.

17/06/09 – 19h – A edição de junho do projeto Quartas Literárias terá a participação da Unicordel, além de outros poetas convidados. O evento acontece no Centro de Cultura Luiz Freire. Olinda.

26/06/09 – 19h – A convite da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel-ACLC, poetas da Unicordel apresentam-se no Casarão Cultura do Repente. Local: Cidade Cenográfica localizada na Estação Ferroviária. Caruaru.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Um recado de Junior do Bode!

Ao amigo forrozeiro
Que gosta de animação
Receba aí meu convite
Não perca a programação
SÁBADO DANADO DE BOM!
Ao Pátio trará o som
Da sanfona de São João.

Zequinha dos 8 Baixos
Abre o sábado primeiro.
E no outro é Ed Carlos
Traz clássico do cancioneiro.
E depois Sandra Belê.
Encerrará pra você
Jaiminho, bom sanfoneiro.



Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

20 mil visitas! Obrigado!!!

Agradeço a todos que me visitam neste blog, onde tento mostrar um pouco da cultura do povo sertanejo e da poesia nas suas várias formas de se manifestar.
Hoje dia 05 de Junho de 2009, comemoro meus 40 anos, com a marca de mais de 20 mil visitas. Não sei nem se isso é algo a ser comemorado, com relação a outros sítios bem mais visitados, mas pra mim é um presente da gota!
Obrigado a todos e continuem se espojando neste terreiro. A casa é nossa!

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Todo mundo tem um vício!

Zeto, Arraes e Louro

Não era mais um aventureiro que por lá tinha baixado. Zeto já era quase um filho nato de São José do Egito. Casado com Bia Marinho, genro de Lourival Batista, fazia parte de uma tradicional família Egipciense.

Contudo, ainda era alvo da curiosidade dos menos ocupados, digamos assim, por seu jeito extrovertido, falante, inteligente e por seu aspecto pouco comum aos da região, cabelos compridos, barba farta, roupas largas e a vontade. Assim era Zeto, num resumo que nada trata do seu caráter indiscutível.

Zeto era também, um transgressor de conceitos e normas. Usuário assumido de maconha, e nem por isso um marginal, bandido, apologista de crime algum, ou incentivador do uso de drogas, nem tão pouco cúmplice de traficantes. Era, acima de tudo, um artista fenomenal.

Digo isso pra ilustrar melhor a genialidade de Louro. Um cidadão de São Zé, sabendo do uso do poeta Zeto, procura Louro para alertá-lo sobre o ilícito do genro, a quem, sem nenhuma analise de caráter, já tratava como alguém a ser excluído da sociedade a qual fazia, ele, o cidadão Egipciense, parte.

E indagou Louro;

- Seu Louro, num me leve a mau não, mas eu tenho uma coisa horrível pra lhe contar. É que esse seu genro, Zeto, Deus me livre, é viciado em maconha!

Louro dar-lhe a sentença de improviso;

- Todo homem tem um vício meu amigo, o seu mesmo é fuxicar!

Gênio em todos os aspectos, no improviso, na resposta certeira, na força da opinião e no caráter inabalado de quem viveu e morreu como homem a ser respeitado e louvado. A foto é só pra ilustrar um pouco do que era a relação de Louro e o genro Zeto, e o respeito que tinham de cidadãos de todas as classes!

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

História de improviso!

Jó e Ésio [isso tem tempo]


Essa história quem me contou foi Ésio Rafael. Diz um pouco da genialidade dos mestres repentistas, neste caso, Jô Patriota é o ator, autor.
É comum em ajuntamentos de amigos, isso mais pelo sertão, brincarmos de improvisar, glosar seria o termo. Isso se dá de várias formas, ou de dois, ou de três poetas ou quantos quiserem. Pode ser no mourão voltado, perguntado, ou mourão em sete, na sextilha, no mote em sete ou em dês. Os mais variados gêneros.
Numa dessas ocasiões estavam Ésio, Frutuoso, um amigo comum, e Jô. Iam num carro pra uma cantoria, ou vinham, não lembro bem agora, quando Ésio deu a chave no mourão em sete;

Sei que vou morrer sonhando
O meu sonho de poeta

Frutuoso emendou;

A minha saudade fura
Igualmente a uma seta

Jô, genial, finda o mourão;

Vivo acordando e dormindo
Vivo tombando e caindo
Dentro da mesma valeta.

Isso já caniado e com a matéria bastante usada pela idade. E é de uma brincadeira de versar, digo brincadeira por não se tratar de poetas profissionais, que nascem versos memoráveis, como este.
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

No Pé da Parede no JBF!

Estreei uma coluna no JBF [Jornal da Besta Fubana], que é editado pelo escritor e Papa Luiz Berto [Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja, ICAS], autor de “O Romance da Besta Fubana”, livro que já teve várias edições e que foi várias vezes premiado mundo afora.
Berto é um anarquista por excelência, um gozador, e seu Jornal não foge a regra, ou melhor, desobedece a todas, e não se limita a este ou aquele assunto, ele trata de tudo, como diz de si próprio, é um “especialista em generalidades”.
Na minha coluna, que tem o mesmo nome deste blog, No Pé da Parede, abordo assuntos relacionados a nossa cultura popular, divulgando eventos, fazendo resenhas sobre discos, livros, na maioria de amigos, e resgatando alguns poetas repentistas, já desencantados. Basicamente o que já faço por aqui.
Faço um convite a todos para que visitem a minha coluna e façam um passeio pelo JBF. Quem não concordar com as imbuanças do Papa Berto, pode meter o cacete. Ele está a-berto a tudo.
Para ler a coluna clique na imagen abaixo!



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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Pra quem estiver no Rio de Janeiro!


Sábado, 23 de Maio de 2009

É pra comemorar mesmo!!!




Pedro Américo de Farias e seu audiolivro!




Aconteceu esta semana!!!

Estive estes dias em dois lançamentos de grande relevância, um livro e um CD. O livro é o da poeta Cida Pedrosa, lançado numa senhora festa, na Livraria Cultura, no último dia 20 passado. Tinha gente as tuias. Poetas, intelectuais, jornalistas, produtores, todos foram lá prestigiar esta grande poeta e agitadora cultural da cidade.
Cida, junto com o companheiro Senno Ramos, edita o site Interpoética, um dos maiores portais de poesia do Brasil. O livro é um primor, uma obra de arte no seu todo, trás ilustrações de Tereza Costa Rego, grande artista plástica, e um rosário de belos poemas de Cida, que na ocasião foram, vale salientar, belissimamente declamados pelo grupo Vozes Femininas, com Mariane Bígio, Susana Moraes e Silvana Menezes, além de Cida, que estava autografando. Vale demais conhecer!



O CD é o primeiro da coleção “Violeiros do Pajeú”, que nesta edição, trouxe Sebastião Dias e Diomedes Mariano, dois grandes repentistas. Dió, como é comumente chamado, mora em Afogados da Ingazeira e Tião na cidade de Tabira, as duas muito próximas. O lançamento foi no bar Arriégua, um grande bar e restaurante, que fica na Cidade Universitária.
Pense em outra festa arretada! Um ajuntamento de poetas e apologistas que a muito eu não via pra essas bandas de cá da capital. Vários artistas deram suas canjas, cantando, declamando, contando causos, uma grande festa.
Mas o ponto alto mesmo veio com a apresentação dos repentistas. Em noite inspirada, Dió e Tião, se derramaram em belíssimos improvisos. Cantaram sextilhas, setilhas, motes sugeridos, Tião apresentou suas canções, Dió declamou vários poemas. Foi um banho de poesia pra lavar a alma de todo sertanejo apaixonado pela arte do repente.
O CD tem produção do poeta e cantador João Eudes, também pajeuzeiro de Carnaíba, terra de imortal Zé Dantas.


Tai, duas dicas pra quem gosta de coisa boa, modéstia a parte!

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Chegando nos ...enta!

Logo, logo, atingiremos a marca das 20 mil visitas, um orgulho danado! Bom mesmo seria comemorar meus 40 anos, com esse presente, mas creio que não será possível, pois faço idade nova muito em breve.
O dia mesmo é 05 de Junho, numa sexta-feira, mas devo reunir a túia de amigos no sábado, dia 06, durante o Mafuá do Matuto, no Mercado de Madá. Neste dia vai ter a musa Irah Caldeira e os cabras da banda Chá de Zabumba.
Pois é, comecei variando, falando em acessos ao blog, pra daí dizer dos meus 40tinhas. Convido a todos pra fazer uma visita ao mercado no dia 06 de Junho deste ano da graça de 2009. Cada um se vira pra pagar seus comes e bebes e eu dou um barril de cachaça de canela. Ainda to pensando numa panelada de alguma coisa.
Aguardo a todos, e que se façam presentes, com presentes.



Vou fazer quarenta anos
De uma existência distinta
Mas chego a causar enganos
Com minha cara de trinta.
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

No site da revista Continuum, do Itau Cultural, deste mês de Maio, tem uma matéria sobre os vários sotaques do nosso país continente. o Texto é de Mariana Sgarioni, com poemas meus, Jorge Filó, e fotos da Cia de Foto. Vale conferir. Clique aqui!

Um abraço a todos!


Obs. No JBF [Jornal da besta Fubana] tá rolando uma coluna minha, No Pé da Parede. O link é esse ai; www.luizberto.com


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Sevi, Wilson e Cláudio!

São três figuras que fulguram
O poeta, a cantora e o tocador
Unidos a toar “Canções do Milho”
Sua história, a semente, o plantador
Quem quiser conferir essa epopéia
Vamos juntos somar nessa platéia
Que este fruto é colhido com amor.




Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Atelier Fulorando no Mafuá!



Vasos

Velas de Chita


Bijuterias em vários materiais.


No próximo Mafuá do Matuto, evento que ocorre uma vez por mês no Mercado da Madalena, teremos uma mostra do trabalho de Paula Filó, minha irmã artista.
São peças de decoração, bijuterias, jarros em papel, velas de chita e uma infinidade de coisas muito bem feitas e de muito bom gosto.
Quem aparecer por lá, não deixe de conferir. É o Atelier Fulorando exibindo sua arte!




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Domingo, 10 de Maio de 2009

Nessa festa o cabra vai até de maca!!!


Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

O Mafuá ta pegando fogo!!!

Apois é isso ai! Quem ainda não foi, não sabe o que está perdendo!
O projeto Mafuá do Matuto, aprovado pelo Funcultura, sistema de apoio a cultura no nosso Estado [Pernambuco], vem crescendo a cada edição. Já passaram pelo tablado, montado na área externa do Mercado da Madalena, o que há de mais representativo na nossa rica cultura popular; Fim de Feira, Chico Pedrosa, Vates e Violas, Dudu do Acordeom, João do Pife, e por ai vai. O lugar tem sido pequeno pra tanta gente, mas ainda cabe mais, muito mais. Venha e traga mais um mói de gente com você. Vamos fazer valer a nossa arte!


A arte é parte vibrante
Do sertanejo astuto
Já está impregnada
Hora, segundo, minuto
Venha de perto olhar
E com a gente festejar
No Mafuá do Matuto.




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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Histórias que ouvi contar!

O povo sertanejo não é só “antes de tudo um forte”, é também, um espirituoso por excelência. A incrível capacidade dessa gente de improvisar com singeleza e ironia suas próprias agruras e venturas é realmente algo transcendente. Veja o caso do cabôco França, de Boi Véi, hoje Ouro Velho, no Cariri paraibano;
França era vereador na cidade e numa reunião da câmara interpelou um colega que explanava sobre um assunto do qual não tinha conhecimento.

- Cala a boca Fulano, tu num sabe o que tais dizendo não!

E o cabôco retrucou;

- Quem num sabe é tu França!

Ai! a filosófica resposta

- Eu não sêio, mas sêio que não sêio, e tu num sabe e num sabe que num sabe!

Num brinque com esse povo não!

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Heleno era um doido bastante conhecido nas regiões do sertão do Cariri e Pajeú – PB e PE respectivamente – Embora pertencesse à cidade de Prata PB, passou uma boa temporada em São José do Egito PE.
Durante esse tempo por lá, aprontou várias presepadas – como exímio gaiato que era. Numa dessas, chamaram a polícia para prende-lo, ao que ele não ofereceu resistência. Porém na entrada da Kombi, Heleno abriu os braços se escorando na porta, olhou para os soldados e soltou essa;

- Tem som?!

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Chico de Dedeis, em Ouro Velho, que já foi Boi Véi, é mais famoso do que muita estrela de TV. Crítico por natureza e com um incrível censo de observação, costuma fazer comentários, nem sempre de acordo com quem é o alvo.
Pois bem, certa vês, um fazendeiro da região construiu em sua propriedade uma imensa barragem e convidou Chico pra ver o que ele tinha a dizer. Os dois caminharam para um lado e para o outro em cima do paredão da barragem, até que o fazendeiro o indagou;

- E ai Chico, o que achasse

Chico, sem achar defeito, diz ao fazendeiro que a obra está realmente um primor. O fazendeiro, não satisfeito, diz todo orgulhoso que ainda faltam algumas melhorias, que vai, por exemplo, levantar o paredão uns dois metros. Chico o desaconselha dizendo que assim fazendo vai por a barragem a perder; Por quê? Pergunta o fazendeiro. Chico é letal

- Se tu levantar o paredão dois metros, a água vai embora todinha por baixo!

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Um senhor livro de poesias!!! Uma senhora poeta!!!


Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Mais uma Quarta!!!


Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Agora com; dia, local e hora!

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Mestres da poesia!

O texto abaixo, bem como as fotos, foram extraídos do site Interpoética, que tem hoje, sem nenhuma dúvida, um dos maiores acervos, de poesias e poetas, do Brasil. É editado, num esforço comum e voluntário da poeta Cida Pedrosa e do diagramador Sennor Ramos. Duas figuras especiais. 
O poeta é Chico Espinhara, figura marcante, não só pela escrita severamente contundente, bem como pelo seu proceder diário. Conheci e convivi com Chico um bom tempo, antes de sua viagem derradeira, e posso afirmar que este poeta tinha vísceras de versos em reversos!

Francisco Espinhara
um poeta que se vira pelo avesso

 


O poeta no lançamento de Bacantes

 Nasceu em 1960, na cidade de Arcoverde e faleceu em fevereiro de 2007, no Recife. Foi um dos coordenadores do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco, na década de 80, e participa da vida literária local ativamente.

Foi editor do Jornal Alternativo Lítero Pessimista e publicou os livros: Vida Transparente (1981); Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco - histórico e coletânea (2000); Sangue Ruim (2005); os livretos: A batalha pelo poema, Teje preso, seu rapaz e Dose dupla. Participou das antologias do Conselho Municipal de Cultura - Revista Arrecifes (1985), Poesia do Recife (1996) e produziu o CD Vários Poemas Vários - 25 poetas contemporâneos (1999).

Em julho de 2006, publicou o livro Bacantes, organizado pela INTERPOÉTICA, firmando um etilo próprio de escrever pequenos contos, já iniciado no livro Sangue Ruim. No dia 22 de dezembro de 2006, durante a festa de comemoração do Natal dos poetas pernambucanos, lançou o livreto Claros Desígnios em parceria com o poeta Erickson Luna. Firme na luta e no ofício, o poeta continua produzindo a todo vapor, apesar das dificuldades vivenciadas no momento. Abaixo publicamos texto de Cida Pedrosa sobre o Livro, Bacantes. (os editores)


EPITÁFIO N° 529

Não vou a enterros.
Que o morto
Se guarde no que é seu.
Se incorro em erro,
Perdoem-me: irei ao meu.



 

E É DE FEL A ÁGUA E É DE SOMBRA A SORTE E DE SOLIDÃO MATEI A MORTE

por Cida Pedrosa

Esqueça Bacantes se por agora não tens motivo nenhum de pranto. Sim, é de vida e de morte este livro, quem não quiser chorar não o leia, quem não quiser se compadecer com seu excesso de fraternidade não o abra, quem mora nas conchas e se esconde entre as falsas luzes não se aproxime dele, pois sua lucidez é contagiosa, sua ruptura estética incomoda as entranhas, sua coragem revira nossas tripas pelo avesso, sua ternura é tanta que constrange o mais indelével coração.

Não poderia ser diferente vindo de quem vem. O poeta e contista Francisco Espinhara é um desses homens que não passam em vão pelo mundo, vive a vida como ela é e se apresenta, com total honestidade. Assim são os textos deste livro, um grande canto de amor e de morte, onde as personagens, elas, as bacantes, se confundem com o próprio autor. Quem é o autor e quem são as bacantes? Esta talvez seja a grande interrogação desta obra.

Como conheço Chico há mais de 25 anos e nos consideramos amigos irmãos, sinto-me à vontade para dizê-Io: toda Ela é ela e ele mesmo. Digo isso com a confiança vinda dos amores fraternos e antigos. Ele - o bacante - é um desses amigos cuja história se confunde com a nossa própria história, cuja vida se entrelaça tanto com a nossa que seu nome é palavra obrigatória na nossa própria biografia. Vide tudo que já vivemos juntos e separados, nestes tantos anos. Quem quiser pode pesquisar nas "bocas de inferno" das margens do Capibaribe, Madeira, Jari, que fluem para o mar.

Bacantes é dividido em duas partes e mais um epílogo. O meu presságio é de que Aproximação, primeira parte do livro, fala de um amor recente e como se deu a chegada desse amor na vida do autor. Esta é uma parte descritiva em que o leitor é levado a conhecer o sentimento do escritor por uma bacante, aqui ele é pura rendição e já anuncia que as personagens ou a personagem, na verdade, são sombras vivas do seu próprio eu e isso fica claro quando termina o último canto desse capítulo dizendo: "... tão eu mesmo: ela sou eu". Ao ler a segunda parte, Pluralidades, me dou conta de vários amores perpassando um amor presente, em desejo, loucura e densidade, aqui se arrastam a dor a par e passo com o desejo, a vida a par e passo com a morte. São várias mulheres em uma só mulher, são vários homens em um só homem, o próprio autor. Quanto mais lemos esta parte, mais angustiados ficamos, tudo se encaminha, como nas tragédias, para um grande final... doloroso e só. A cada página lida a dor aguça e nós somos postos à prova quando o autor afirma no penúltimo canto de Pluralidades: "Era como quase eu mesmo me crucificando para contemplar, a olho nu e a sangue, os vestígios do que nunca existira" e finaliza o último canto, sentenciando as bacantes: "Ela se fez em nuvens ácidas: fazer da vida o que a vida lhe fizera: bacante". Chegamos ao final, com um gosto de céu e inferno na boca e tomamos um susto ao ler o Epílogo: nele tudo se esclarece. Sete são as bacantes, seis mulheres de carne e osso e uma última, diáfana e bela, a lhe beijar os lábios. Fica claro a partir daí que o autor desenhou em poesia-prosa, que aqui chamo de cantos, como cantos são os cantos da Divina Comédia, de Dante Alighieri, a vivência densa com as bacantes, passantes de sua vida, a partir do marco da bacante Ana Raio, mulher que lhe encomendou, por bruxaria, as outras seis como diz o autor no último canto do livro: "mais seis diabas, tais ela mesma, iguaizinhas-iguaizinhas, fariam de mim o mais triste dos homens". O desfecho deste canto nos faz fechar o livro e concretizar em nós a nossa dor e, então, nos é anunciada a chegada da última bacante: (A sétima bacante, dançarina da noite infinda, me selou nos lábios o peso da lápide.)

Quem pensar que estou falando aqui de um livro de amor nos moldes tradicionais, recolha-se a outras leituras. Este é um livro que provoca a partir do título: Bacantes. Provoca no conteúdo e na forma. Bebe na tragédia de Dante, nos Cantos de Maldoror, de Lautréamont, dialoga com Rimbaud e sua temporada no inferno. Bebe, dialoga, mas se refaz em uma forma nova, de dicção muito própria, para desaguar em um canto urbano e moderno. Por isso, por ser um canto, quiçá um mantra, Bacantes deve ser lido de um fôlego só, para não perder em impacto e densidade.

Aqui termino esta tarefa de falar sobre este livro, que não carece de apresentação, pois é início e fim de si mesmo. E, eu que não sei escrever cantos, ouso afirmar: é de fel a água e é de sombra a sorte e de solidão vai matar a morte.

 

Alguns cantos do livro Bacantes

 

O que me fez depor as armas ante o semblante trêmulo não foram as suas carícias na minha fronte torneada a suores, mas sim a sua visão vesga a sempre errar a seta num alvo a esmo, desde que também alvo e esma, nunca seta.

...

Ela habita a caverna. Eu habito a mesma caverna bem lá no fundo, no fim sem fim.

Ela acende o fogo e o fogo me chega por imaginá-la acender o fogo. Nunca nos encontraremos, mas convivemos na mesma toca.

...

Por assim dizer, seus sexos eram flácidos, folote. O meu sexo, na acoplagem, flutuava num vácuo, numa vastidão de longínquas ruínas. Tudo aquilo não me servia, mas era tanto-e-tanto para mim.

...

Tudo era muito fácil: não era uma questão de abrir e fechar de olhos, mas de uma abrir e fechar de pernas. Para ela era assim.



Lançamento do Livreto Claros Desígnios

 

Confira a poesia de Francisco Espinhara nas seções Cardápio de Poesia e Livros Virtuais